Solidariedade Internacional: MST Envia Duas Toneladas de Alimentos para Gaza

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Em um gesto de solidariedade global, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil está enviando duas toneladas de alimentos para ajudar a aliviar a crise humanitária que assola a Faixa de Gaza. Essa doação crucial inclui arroz, produtos à base de milho e leite em pó, e será transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que “o governo federal e a sociedade civil estão unindo esforços para contribuir com a assistência humanitária internacional àqueles afetados pelo conflito na Faixa de Gaza, através da generosa doação de 2 toneladas de alimentos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”.

Atualmente, a Faixa de Gaza, lar de cerca de 2,2 milhões de pessoas, enfrenta uma grave crise humanitária, agravada pelos recentes bombardeios de Israel e pelo cerco que restringe o acesso a suprimentos essenciais, como água, gás de cozinha e alimentos.

Embora esforços humanitários tenham começado a chegar à região pela fronteira com o Egito desde 21 de outubro, organizações que atuam em Gaza apontam que o volume de ajuda é insuficiente para atender às necessidades da população local.

Antes do início das hostilidades, Gaza recebia em média 500 caminhões de ajuda humanitária por dia. Agora, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), apenas cerca de 12 caminhões diários conseguem entrar na região. Para a ONU, essa assistência é “uma gota no oceano de necessidades”.

Recentemente, milhares de pessoas invadiram armazéns e centros de distribuição da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) nas áreas central e sul de Gaza. Essa ação resultou na retirada de farinha de trigo e itens essenciais de sobrevivência. Thomas White, diretor de assuntos da UNRWA na Faixa de Gaza, expressou preocupação, afirmando: “Este é um sinal preocupante de que a ordem civil começa a ruir depois de três semanas de guerra e de um cerco rigoroso a Gaza. As pessoas estão assustadas, frustradas e desesperadas”.

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